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A história do 192 SMART: uma tragédia que nos moveu a buscar soluções

Atualizado: 24 de Jan de 2018


Na noite de 15 de maio de 2016, Anariá Recchia, então com 32 anos, foi atropelada de forma criminosa por um motorista embriagado que dirigia em alta velocidade pela rua Cardeal Arcoverde, em Pinheiros, Zona Oeste de São Paulo. Ela estava com o marido e um amigo do casal em uma calçada quando foi atingida pelo carro desgovernado. No dia seguinte, não resistiu aos graves ferimentos e faleceu. O motorista estava com a carteira de habilitação cassada e já havia sido preso anteriormente. O marido de Anariá, Sávio Mourão Henrique, e o amigo ficaram feridos na colisão.


A tragédia que terminou com a vida de Anariá foi o ponto de partida de uma busca por soluções para reduzir o tempo de resposta em ocorrências como a que a matou. A médica emergencista Adriana Mallet, amiga muito próxima de Anariá, sempre acreditou que poderia melhorar a realidade do atendimento a vítimas de urgências e de emergências no Brasil. Trabalhando desde 2013 no SAMU como médica e vivenciando de perto casos como o da amiga, Adriana se convenceu de que uma solução precisaria ser criada.


Ela encontrou na tecnologia a resposta para sua busca.


O aplicativo 192 SMART surgiu então para dar a resposta que acidentes de trânsito precisam: por meio de sensores embutidos nos smartphones, o app detecta colisões e faz um chamado automático, em viva voz, para os serviços de socorro. Um ano depois da morte de Anariá, durante as atividades do Maio Amarelo de 2016, o 192 SMART foi lançado oficialmente.


Com o app, se o motorista acidentado não tiver acesso ao celular, por estar preso entre as ferragens, por exemplo, ainda assim poderá ser ouvido. Se estiver inconsciente e não puder falar ao telefone, o app tem a solução: ao enviar a localização precisa da colisão e a ficha médica do usuário, com dados fornecidos no momento do download, o SAMU ou o Corpo de Bombeiros podem fazer o atendimento de forma mais rápida e eficaz. Mesmo em situações menos graves, quando a vítima fica desorientada, o aplicativo resolve a falta de informação sobre sua localização, o que reduz o tempo de atenção.


Quando Anariá morreu, o socorro, que estava perto, demorou a ser acionado, em meio à comoção com a violência da colisão e com a tentativa de fuga do motorista. Por isso, demorou a chegar. O aplicativo 192 SMART resolve esse problema ao fazer a detecção e o chamado de forma automática, sem perda do tempo precioso para quem precisa do resgate.

O projeto 192 SMART utiliza a tecnologia e a educação para transformar a realidade dos atendimentos de urgências médicas e de emergências no trânsito brasileiro. Se você deseja obter mais informações ou participar dessa transformação, fale com a gente. Contamos com a sua ajuda!

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